UM CONVITE
 
Poeta Londrino)*
 
Aceite por favor, formosa dama,
o simples convite para uma dança,
que tanto preciso abrandar a chama
a consumir o sentido de minhas andanças.
 
 
Nada vou dizer, também nada diga...
Somente os passos em trôpega harmonia
insinuem maculadas fadigas
de nossas almas no rumor da melodia.
 
 
Empreste-me o gesto solidário
de amparar um homem em naufrágio
contra penhascos da própria consciência.
 
 
Ao fim, leve apenas o sorriso cálido
e contido de quem tomou o hábito
de semear quimeras e incoerências.
 
 Poeta Londrino)*
Nelas, Portugal
2006